Cuts You Up - Static-X
COMPORTAMENTO, TECNOLOGIA, CULTURA INÚTIL E OUTROS DELÍRIOS DESPEJADOS EM BYTES. AVISO: SE VOCÊ GOSTA DE PAGODE, SUMA DAQUI!
20070411
20070402
KUSO BAKA YAROU!
O Hana Matsuri é o equivalente a festa de Natal da comunidade japonesa, que celebra o nascimento do Pequeno Buda, Siddartha Gautama, em 08 de abril de 566 A.C.
Em Curitiba a comunidade nipo-brasileira e a comunidade budista do Paraná realizam também este festival de celebração da cultura japonesa, com apresentação de artistas e entusiastas, e uma feira gastronômica com várias opções do cardápio da terra do Sol Nascente.
É claro que eu fui lá para ingerir alguns sushis, gyosas ou alguma outra delícia típica. Esperando minha porção de udon em uma das diversas bancas oferecendo tantas opções, eis que escuto de outro gaijin na banca ao lado:
Em Curitiba a comunidade nipo-brasileira e a comunidade budista do Paraná realizam também este festival de celebração da cultura japonesa, com apresentação de artistas e entusiastas, e uma feira gastronômica com várias opções do cardápio da terra do Sol Nascente.
É claro que eu fui lá para ingerir alguns sushis, gyosas ou alguma outra delícia típica. Esperando minha porção de udon em uma das diversas bancas oferecendo tantas opções, eis que escuto de outro gaijin na banca ao lado:
- "Tem cachorro quente?"
Bureaucrat of Flaccostreet - Urban Dance Squad
20070330
TROMBADINHAS VIRTUAIS
Alguém sabe em que pé está o processo do Front 242 contra aquele grupo de "batidão" chamado Bonde do Tigrão* pelo roubo descarado da base da música 'Headhunter'?*OBS.: Que não é uma banda, o que eles fazem não é funk e sequer poderia ser chamado de música.
Rerun Time - Front 242
20070329
É TUDO CULPA DA NOSTALGIA!
Porra, como eu gosto de Art of Noise! E nem me lembrava dessa história de que eles não eram uma banda, mas uma organização criativa pós modernista. Que contraste com o atual marasmo fonográfico, predominado pela pestilência dos emos. Enfim, na seqüência vou jogar alguns sketches do Max Headroom para arrematar esse clima de flashback.
Peter Gunn
Paranoimia
Yebo!
Peter Gunn
Paranoimia
Yebo!
Paranoimia - Art of Noise
20070323
MAX FUN ZINE
Lá pelo fim dos anos 80, o Marcio (a eminência parda do Nível 3), estava babando pra fazer um fanzine decente, que saísse daquela pasmaceira punk (vigente à época) ou da baboseira non sense do Riso do Louco (um dia eu falo sobre isso). E como a gente formava uma dupla de "criminosos" de baixíssima periculosidade, é claro que o Marcio me convidou para ser cúmplice na parada. Lembro de ter ajudado a desenvolver o nome do zine. Minha idéia era algo como "Max Fax", porque o fax era o máximo da tecnologia da comunicação na época, e "Max" por causa do Max Headroom e, tal qual seu programa, tinha aquela coisa de informar e ser aloprado ao mesmo tempo. Acabou ficando Max Fun Zine. Aliás, eu mais dei pitaco do que fiz alguma coisa. Até cheguei a produzir algum material para o MFZ, mas acabou saindo em outro zine, o Cult Comix da Itiban, criado nos mesmos moldes. Enfim, decidi mostrar um pouco do nosso esforço de informar e se manter informado numa galáxia muito, muito distante época sem internet. Enjoy:
* Nota: Metrô (ainda) é uma boate de quinta categoria em Curitiba.
Max Fun Zine - Inverno de 1990
Marcio Chuico entrevista Alexandre Cabral, vocalista dos Missionários
MFZ: Que fim levaram os punks, Alex?
Alex: Os punks de 5 anos atrás, aquele pessoal do Volta? Tá tudo a mesma coisa. Só não há mais festa punk, e não houve mais música punk. Mas tá tudo a mesma merda.
MFZ: Fale desse "boom" rockabilly em Curitiba. Tem umas 5 bandas tocando rockabilly em Curitiba agora. Acho que os Missionários foram os pioneiros, não?
Alex: Acho que sim, não tenho certeza. Acho que não tem nenhum "boom". Geralmente esses "booms" acompanham os de São Paulo, e lá foi há uns 4 anos atrás. Foi na época que abriu o Espaço Retrô, que era um lugar rockabilly e publicavam o Rabo de Peixe, que era um fanzine rockabilly legal. Agora não sei como começou aqui, mas é legal que aconteça porque também não tem que seguir São Paulo coisa nenhuma.
MFZ: Como foi a "Shockabilly Party"?
Alex: Foi legal, foi engraçado. Tocaram os Missionários, Playmobillys, Escroques e Abaixo de Deus. Tava todo mundo meio bebaço. Foi uma festa para dançar.
MFZ: E a Curitiba Rock Festival?
Alex: Foi um lance furado! Pagamos pra tocar, tocamos por último, só 3 músicas e quase todo mundo já tinha ido embora.
MFZ: Como pintou a idéia de fazer aquela cover da Gretchen no show da 1ª Mostra Internacional de Fanzines?
Alex: A minha idéia é de fazer versões rockabilly de umas músicas esquisitas, tipo Gretchen, Jerry Adriani, Antônio Carlos e Jocafi. Passei uma manhã dessas ouvindo compactos antigos na Raridade Discos. Mas o strip tease do Black e do Rodrigão (Beijo AA Força) nesse show foi ótimo. E no outro show, na Shockabilly Party, foi ótimo o strip tease do pessoal do Abaixo de Deus. Tinha um segurança lá que queria tirar eles do palco. Aí eu falei pra ele que fazia parte do show e o segurança foi lá e tirou a roupa também. (risos)
MFZ: E você continua fazendo fanzines?
Alex: Eu fiz este último, o Modern Living, porque tinha muito material guardado. Mas foi só. O Gopo eu faço até hoje, mas num ritmo ocasional, mesmo.
MFZ: Explique essa história de "bailarino profissional arrependido".
Alex: Pois é... Eu fui bailarino profissional mesmo.
MFZ: E por que arrependido?
Alex: Porque é uma merda de uma profissão. Eu cheguei a ser solista do Balé Teatro Guaíra. Eu era competente, mas encheu o saco, mesmo. Eu entrei iludido com aquele papo de "arte" e quebrei a cara!
MFZ: Você é de Belo Horizonte?
Alex: Pois é, sou. Nasci em Santos, mas me mudei pra lá aos 3 meses e fiquei até os 20 anos. E aí vim pra Curitiba.
MFZ: Fazendo uma comparação entre Curitiba e BH, lá eles tem uma organização boa, como Último Número, Sexo Explícito, Sepultura, etc. Em comparação com CWB, é um lance bem avançado ou no teu tempo não era assim?
Alex: Não. Não era, não. Agora, na questão de espaço, é a mesma coisa que aqui. Não tem lugar pra tocar e raramente tem show.
MFZ: E por que as bandas de lá aparecem mais que as daqui?
Alex: É que Curitiba já tem o estigma de ser uma coisa tacanha, culturalmente falando, um cemitério.
MFZ: Quais os projetos dos Missionários?
Alex: A gente não tem projeto. Somos extremamente desorganizados. O Gustavo quer viver de música, ele talvez tenha sonhos com os Missionários. Eu invisto na banda, mas sem ilusões de que vou virar cantor de rock.
MFZ: Mas vocês pensam em chegar no vinil?
Alex: Com certeza! Que banda que não pensa em chegar no vinil?
MFZ: Mas o que vocês estão fazendo para isso?
Alex: Por enquanto, nada.
MFZ: E shows?
Alex: Tô agitando o Espaço Retrô, em SP. Vamos tocar para os gays moderninhos do Retrô. (risos)
MFZ: Além dos Cramps, quais as outras influências da banda?
Alex: O Maurício é "ramonesmaníaco", o Gustavão é rockabilly. Tem uns 80 discos de rockabilly, compra o mesmo disco só porque saiu com uma capa diferente. Eu sou mais punk rock, mas escuto de tudo.
MFZ: A melhor letra da fita "The Rest of Missionários" é a "Música de Brinquedo". Quem escreveu?
Alex: Marcos Prado, Thadeu e Sérgio Viralobos.
MFZ: Como você vê o trabalho da Juke Box?
Alex: Eu acho jóia! A Juke Box é a loja que faltava em Curitiba. As outras lojas que mexiam com underground sumiram, nunca foram a fundo na coisa. O Carlos já vende fanzine de todo mundo, faz camisetas, etc.
MFZ: E este último disco do De Falla, você gostou?
Alex: Não, achei ridículo. Gosto dos 2 primeiros discos, mas neste último os caras retrocederam no lance de estilo. Tão fazendo um estilo que é mais que furado. E heavy sempre foi um troço ruim, um troço chato.
MFZ: O que você tem ouvido de bom?
Alex: Eu ouço muito jazz, agora. Neste exato momento estamos ouvindo James Brown. Vamos ver o que eu ouvi hoje... Devo, Clash, Pixies, Cramps, Batmobile, Iggy Pop, David Bowie, Guanabatz.
MFZ: E o que você anda vendo de bom? Você vai muito ao cinema?
Alex: Vou, sim. O último filme que eu vi foi "Navigator". Achei jóia, bom mesmo! E o filme que mais me surpreendeu nos últimos tempos foi "Afogando em Números" do Peter Greenaway, que é do cacete! O meu pai me ligou agora só pra me dizer para não perder outro filme dele, "O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante", um monte de gente.
MFZ: E dos filmes antigos?
Alex: Eu gosto do "Terceiro Tiro" do Hitchcock, do "Festim Diabólico", "Cantando na Chuva", "Manhattan" do Woody Allen, "Play it Again, Sam" também do Woody...
MFZ: Continuando as perguntinhas no estilo da Folha de São Paulo, o que você está lendo?
Alex: A "História do Medo no Ocidente", é uma análise do comportamento do Homem sob a ótica do medo, como o Homem chegou a se comportar como se comporta hoje, pelos medos que ele sentia desde a Idade Média até meados do século XVIII: peste, sífilis, o mar, a inquisição.
MFZ: O que você tem visto de bom em matéria de fanzines?
Alex: Ultimamente eu só vi um fanzine bom, o Tattoo, de SP.
MFZ: E aquela história que você já leu "Watchmen" 17 vezes?
Alex: Isso é papo furado. Eu já li 21 vezes! (risos) Pra mim, é o melhor quadrinho que já foi feito.
MFZ: E o que mais você gosta em HQ?
Alex: Do Alan Moore eu gosto tudo. Acho "V de Vingança" do cacete, apesar de ser triste.
MFZ: Você acha que os quadrinhos tem algum compromisso com o humor sempre? Na grande maioria das vezes pode-se fazer HQ muito bem sem humor, não?
Alex: É, eu não acho "Watchmen" engraçado, não. Mas "V de Vingança" é muito melancólico.
MFZ: Quais são seus autores favoritos?
Alex: Ultimamente é o Alan Moore mesmo. Lugar comum, mas é verdade.
MFZ: E os nacionais? Angeli, Glauco ou Laerte?
Alex: Laerte é o mais criativo e o que desenha melhor. Eu gosto do Glauco pela cara de pau dele de fazer humor com o traço mais básico e ficar engraçado, tipo: o cara que vai e vomita no colo da mãe, coisa que "a priori" seria uma coisa baixa, a coisa mais óbvia e sem graça do mundo, mas fica engraçado do jeito que ele faz. Já o Angeli eu gosto, mas não sou fã.
MFZ: Fale sobre seu outro grupo, o Die Bundes Republik.
Alex: Bom, é um grupo que eu e o Rodrigão (BAAF) inventamos. Bem, em vez de assumir um rótulo para a banda, ou negar, a gente assumiu todos os rótulos. A idéia era fazer uma banda que fosse meio acid, dance music, mas que fosse barulhenta, não fosse essa nhaca que é a dance music!
MFZ: Você não gosta nada de dance music?
Alex: Gosto de Nitzer Ebb, de Neon Judgement, Front 242. E essas bandas trabalham com tecnologia, e como a gente não ia ter dinheiro pra usar tecnologia, o primeiro rótulo que a gente assumiu foi o low-tech. Aí, o outro lance que a gente inventou foi o "do it yourself service", que pode ter várias interpretações. Pode ser traduzido como "sirva a você mesmo", que é parecido com o "faça você mesmo" do punk, ou pode ser um serviço de "do it yourself": você não precisa mais fazer você mesmo. Você liga e a gente faz pra você. (risos) A idéia era trabalhar com o maior número de colagens possível. A banda tinha 3 baterias: uma eletrônica, uma gravada e uma ao vivo. Aí a gente fez uma fita base que era a bateria gravada junto com vários sons. Tinha S.O.D., William Burroughs falando, umas gurias cantando ópera, tudo misturado. E em cima dessa fita a gente fez 3 músicas. A idéia era fazer shows de tamanho padrão, entre 10 e 12 minutos. É tudo muito barulhento, quem viu o ensaio achou engraçado. Outros torceram o nariz. Parece som aleatório mas não é, porque sempre que a gente tocava saía igual, porque é ritmico. Outro rótulo nosso é música brutalista.
MFZ: Vocês nunca chegaram a tocar ao vivo, mas estão pensando nisto?
Alex: Não sei. A gente nunca mais falou sobre isso.
MFZ: Quem são os bunders?
Alex: Os bunders são 4: eu, o Rodrigão, o Maurício e o Trindade. A gente tinha também letras em alemão. Uma letra engraçada era de um alemão perguntando quais as praias mais badaladas do sul, meio non sense, e o refrão era "Onde mora Amir Klink?". Outra letra era "Numb Dance, Dumb Music", era só isso a letra da música. Outra era uma versão noise da Marselhesa. Mas é um negócio que nunca daria certo em Curitiba. Era muita zona.
MFZ: O Rodrigo disse uma vez que o objetivo principal de ter uma banda era comer mais menininhas, e só depois é tocar. Com os Missionários é a mesma coisa? Ou você prefere a monogamia?
Alex: Aquele papo de monogamia é papo furado! Você leu na Animal isso, né? A gente tem tiétes fiéis! Não é uma desconhecida bacaninha que a gente viu que vem dar em cima. São sempre aquelas mesmas que vão ao show e a gente já viu bastante.
MFZ: Você também faz histórias em quadrinhos?
Alex: Eu já pensei em fazer quadrinhos, mas tudo na base da colagem. Quem fazia isso era o Liberatore, do Ranxerox. O traço dele não era tão realista como hoje. Era mais caricato e onde, por exemplo, precisasse de um prédio, ele não desenhava, e sim colava uma fotografia. E ia mais além, colava quadrinhos alheios no meio da história.
MFZ: E você já fez aquela tua colagem com as Paquitas?
Alex: Não fiz ainda. Eu tenho que achar uma foto legal delas.
MFZ: E qual é a idéia?
Alex: Eu quero declarar a minha pedofilia nazista pelas paquitas! É que elas são escolhidas pela ótica ariana! (risos)
MFZ: E que fim levaram os teclados dos Missionários?
Alex: Acabou. Porque o Mário era muito chato pra ensaiar. Era pentelho, bebe pra caralho e fica enchendo o saco.
MFZ: Mas ele já tocou com vocês?
Alex: Já, agora não toca mais. Agora nós vamos tocar na Metrô* e... Quero dizer, no Retrô. (risos) Pois é, vamos tocar no Retrô, com as menininhas de lá fazendo strip tease. (risos)
MFZ: Foi um ato falho interessante, porque é a idéia é ótima. (risos) Porque vocês não aprontam uma dessas?
Alex: Ah, o Metrô tem um público certo.
MFZ: Ora, levem o público dos Missionários para o Metrô. Ou Vice versa! (risos)
Alex: É o público do Metrô que não ia gostar da gente nunca. (risos e risos) Mas eu ia achar do caralho! (risos)
* Nota: Metrô (ainda) é uma boate de quinta categoria em Curitiba.
People Ain't No Good - The Cramps
20070322
TELL ME ABOUT IT!
"O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência."Roberto Shinyashiki, em entrevista para a Isto É.
Se ele vier para Curitiba, vai infartar!
48 - Plebe Rude
20070321
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