DOCUMENTÁRIO CYBERPUNK

"No Maps For These Territories" é o mais novo projeto de William Gibson. Doideira tecnológica e multimídia. Veja o site... JÁ!
COMPORTAMENTO, TECNOLOGIA, CULTURA INÚTIL E OUTROS DELÍRIOS DESPEJADOS EM BYTES. AVISO: SE VOCÊ GOSTA DE PAGODE, SUMA DAQUI!

Marcio: My personal Morpheus.
Sorry, my bad!
DIA 1 - Arrumar os últimos itens para a viagem. No "Kit de Sobrevivência", um boné (tipo "militar") e um colete (tipo "fotógrafo"): DiscMan e cd's (Rammstein, Fear Facrory, Front Line Assembly, Scorn e Nitzer Ebb), pilhas Duracell (não encontrei alcalinas Panasonic), filtro solar, minha medicação diária (the "red pills"), Lisador (para eventuais ataques de dor-de-cabeça), Ibupril (dores em geral), Hipoglos (nunca se sabe...) e Merthiolate (só faltou Band-Aid).
DIA 2 - 5:00 AM. Hora de levantar, juntar o "kit de sobrevivência" e ir para o "P2". Um sono desgraçado, sem café da manhã e um torcicolo daqueles! Travesseiros de hotéis sempre são uma lástima. Isso porque eu consegui dormir apenas umas 3 horas. E o clima... Quente demais! A umidade do ar devia ser de uns 96%. Era só pensar e você estava molhado como se tivesse dormido na chuva. Para melhorar, o "P2" era num trecho sem asfalto. Eu e meu colega de contagem respiramos pó e cuspimos tijolos durante três dias naquele local. E, se isto não fosse o bastante, descubro um problema no DiscMan. FECK! No music! Iniciamos a contagem pensando em uma grande e deliciosa xícara de café com leite e um pedaço de pão com manteiga... Lá pelas 9:00 horas surge meu pai, vindo me buscar para tomar o café da manhã no hotel (Deus existe, pessoal!). Voltando ao posto P2 reassumo a contagem e cubro a função do meu colega (ele também merecia tomar café, né?). Meu pai ficou ali e ficamos batendo papo e rindo dos nativos. Almoçamos na estrada, o que foi meio "punk". Comida de postos de gasolina são extremamente gordurosas e pesadas. Poucas opções e muitas calorias. Tive pena do meu fígado e do meu pâncreas (e lembrei da conseqüente dor-de-cabeça que teria).
DIA 3 - Dormi pouco, novamente. Levanto na mesma hora, mesma rotina e sem chuva... E uma queimadura de sol no braço direito que fazia ele todo doer (dá-lhe, analgésicos!). Algumas coisas estranhas aconteceram. Uma cobra atropelada (provavelmente, durante a madrugada) foi encontrada à beira da estrada e logo virou instrumento de diversão de dois matutos que passavam de moto. A esta altura já éramos notícia em toda a região. Causamos desconfiança e medo nos nativos. Muahahahahahahaha! Uma pena não termos nenhum aparelho de som disponível. Queria tê-los aterrorizado um pouco mais tocando meus cd's. Rerererere! Mas minha aparência parecia ser suficiente. À noite, quando fomos jantar, o dono da lanchonete (o Hamburgão) tentou nos passar a perna negando a nota fiscal do que consumimos. Isso seria um problema para meu pai, que não teria como provar o gasto e teria que arcar com o custo do jantar de 5 pessoas (afinal, ele era o coordenador da equipe). Fui dormir pensando em maneiras de "embotinar" o dono daquele lugar. Eu me ofereci diversas vezes para acompanhá-lo durante este acerto "burocrático", mas ele preferiu acertar as coisas com calma no dia seguinte acompanhado de um engenheiro que fazia parte da equipe. Parece que rolou um pouco de pressão psicológica e blefes aliadas de simpatia e o carinha arranjou uma nota de um estabelecimento de alguém da família e tudo ficou certo. Acho que o Seu Bruno deveria ser político... Meu plano era mais simples: Ia quebrar tudo e dar um puta preju naquele cahorro!
DIA 4 - Heavy Gear Work. A contagem deveria ser contínua neste último dia de trabalho, uma quinta-feira abafada e nublada. Duas equipes se revezando, começando das 0:00 às 24:00. Consultando o canal do Weather Channel descobri que este dia seria o mais quente da semana (e foi). Tratei de conversar com o meu pai e arranjar os melhores turnos. Depois perguntei aos outros integrantes da equipe quem estava disposto a me acompanhar. Escolhi o segundo e o último turnos: das 6:00 às 12:00 e das 18:00 às 24:00. Eram os horários com as temperaturas mais brandas... Comecei meu turno como nos outros dias e segui a rotina. Durante a tarde fui ao shopping (cujo nome, não lembro) para almoçar (muito bem, por sinal) e passei o horário crítico dentro de um ambiente com a temperatura controlada e admirando belas descendentes germânicas. No hotel, uma soneca de fim da tarde e estava pronto para o último e o mais agradável dos turnos. Pouco movimento e uma garoa fina impedindo que a poeira da estrada levantasse. Jantei "Na Moita" de novo (rerere!) e terminei o turno ansioso por uma noite de sono.
DIA 5 - Checar, empacotar e rodar. Na manhã da sexta-feira, levantamos mais tarde (e não dormi nada) e acabamos nos atrasando para cair na estrada. A esta altura, estava cagando e andando. Já estava feliz só de pensar que estava voltando pra casa.